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Portadores De Artrite Consomem Poucas Calorias

Portadores de artrite reumatóide juvenil consomem poucas calorias.

Fonte: CozinhaNet

Dieta inadequada pode comprometer crescimento das crianças portadoras da doença, que exige alimentação reforçada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a artrite reumatóide, caracterizada pela inflamação das articulações, é uma doença sem cura, de causa é desconhecida, e é duas vezes mais freqüente em mulheres que em homens. Apesar de sua incidência aumentar com a idade, ela também pode acometer crianças e jovens e, em alguns casos, afetar seu crescimento — o que pode ser combatido com uma dieta específica. A despeito disso, de acordo com pesquisadores da Faculdade Paulista de Medicina, grande parte dos portadores de artrite reumatóide juvenil (ARJ) apresentam um estado nutricional comprometido. “É um problema que pode afetar o crescimento assim como a maturação física, o desenvolvimento mental e emocional e o nível funcional”, afirmam eles.

Artigo publicado na Revista da Associação Médica Brasileira (v. 49 nº2), mostra que cerca de 80% das crianças analisadas consumiam menos calorias que o preconizado para pessoas saudáveis. Daniela Chaud, responsável pelo estudo, e sua equipe afirmam, ainda, que provavelmente a necessidade calórica desses pacientes é maior que o normal em função da artrite, o que aumentaria ainda mais o déficit encontrado. “Sabe-se que em doenças inflamatórias crônicas, em função da atividade da doença, podem ocorrer, além da diminuição na absorção de nutrientes e/ou utilização alterada destes nutrientes pelo organismo, aumento das necessidades calóricas ou de nutrientes específicos”, alertam. Segundo o texto, ainda não foi estabelecido um padrão para essa elevação, daí a necessidade de se utilizar a dieta normal como base de comparação.

No total, participaram do estudo 41 crianças e adolescentes com ARJ, com idade entre 3 e 17 anos, divididos em dois grupos: 19 com artrite pauciarticular (com até 4 articulações inflamadas); e 22 com a poliarticular (com 5 ou mais juntas afetadas). A pesquisa baseou-se no registro alimentar, feito ao longo de quatro dias (um de final de semana), comparado à avaliação antropométrica (peso e altura) dos pacientes. Dos participantes, cerca de 50% não apresentavam a doença em atividade e a maioria apresentava altura e peso normais. Entretanto, a incidência de baixa estatura no grupo com mais de cinco inflamações foi três vezes maior (seis pacientes) que no grupo com até quatro (apenas dois). 

Todos os analisados foram atendidos no Ambulatório de Reumatologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo e pertenciam a famílias de baixa renda. Na opinião dos pesquisadores, a baixa ingestão de calorias identificada no estudo “pode ser conseqüência do padrão dietético de crianças e adolescentes de baixo nível econômico do nosso meio”. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, é possível controlar os sintomas da ARJ com o uso de medicações, mas não existe uma cura específica. À medida que a criança cresce, a doença fica mais leve e desaparece naturalmente. Somente em casos de defeitos mais graves, uma operação pode ser necessária. Segundo a SBR, é muito importante também para o tratamento a aceitação da doença pela criança e seus familiares, a realização de exercício regularmente e uma boa alimentação. “O comprometimento nutricional de pacientes com ARJ que foi observado há mais de 100 anos continua ocorrendo, em que pese os avanços terapêuticos”, afirmam os autores do estudo.

Os pesquisadores salientam que a influência da infecção no estado nutricional das portadores de ARJ ainda não foi completamente compreendida e defendem mais atenção à essa relação. “Mais pesquisas nas áreas de nutrição e crescimento em pacientes com ARJ são necessárias para melhor entender esses problemas possibilitando abordagens adequadas para corrigi-los”, dizem.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

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