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Problemas Brasileiros De Alimentação E Nutrição

Fonte: CozinhaNet

Nos séculos XVII e XVIII já se encontrava em alguns autores a preocupação de desvincular os problemas de saúde da área biológica, colocando-os como resultantes da organização social do processo produtivo. Para aquele momento histórico, essa inovação pouco pôde contribuir para a solução do problema, uma vez que o conhecimento científico estabelecido da época e a própria organização do estado não permitiam almejar grandes mudanças.

Na década de 70, vários autores retomaram com intensidade a iniciativa de demonstrar que os problemas de saúde e as carências nutricionais resultam de um processo desigual de oportunidade de acesso aos bens e serviços oferecidos pela produção do país.

É certo que essa desigualdade resulta da estrutura sócio-econômica e de sua política ideológica, que alguns autores denominam de causas básicas condicionantes das situações individuais de carência.

Na VIII Conferência Nacional de Saúde (1986) ficou estabelecido que o conceito de saúde deveria ser desvinculado da questão de ausência/presença de doenças em indivíduos isolados, para numa visão mais abrangente perceber a saúde como resultado das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde.

As variáveis apontadas acima são acondicionantes do estado nutricional e colocadas como causas mediatas que devido a uma dinâmica de inter-relação intensa determinam o estado nutricional. A variável renda, por exemplo, é um determinante primordial que limitará a quantidade dos alimentos consumidos, uma vez que a análise do valor nominal do salário mínimo e seu poder de compra em relação a cesta básica dos alimentos nos permite concluir que a população economicamente ativa que recebe em salário mínimo não terá suas necessidades nutricionais básicas atendidas. A renda determinará ainda o tipo de habitação e saneamento ambiental, predispondo seus moradores a uma série de morbidades que por sua vez acabarão por alterar as necessidades nutricionais diárias ou dificultar o aproveitamento biológico dos alimentos.

Como causas imediatas das carências nutricionais podem ser apontadas, em primeiro lugar, a ingestão inadequada de nutrientes com relação às necessidades fisiológicas do ser biológico, que vai variar nas diferentes fases da vida, podendo estar aumentadas não só por processos fisiológicos, normais, mas também por processos patológicos e, em segundo lugar, as desordens no aproveitamento biológico dos nutrientes ingeridos.

As carências nutricionais de maior prevalência no país são: desnutrição protéico calórica, anemias carenciais, bócio endêmico, hipovitaminose A e cárie dental, embora pela falta de dados não se tenha até hoje um retrato fiel das suas respectivas magnitudes.

Apesar de analisado com maior ênfase o caráter biológico destas morbidades, buscou-se apontar que a vulnerabilidade biológica dos diferentes grupos sociais é o resultado da vulnerabilidade social e econômica decorrente de sua inserção na estrutura social. 

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