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Obesidade Traz Riscos À Saúde

Especialistas discutem ações para promover estilos de vida saudáveis.

Fonte: CozinhaNet

O debate em torno da obesidade há muito deixou de ter seu foco voltado exclusivamente para questões estéticas. É assunto de saúde pública, alertando para os problemas que comprometem a qualidade de vida de todo cidadão e abala as estruturas dos serviços de saúde: nos Estados Unidos, são 300 mil mortes por ano e o gasto anual com tratamento vinculado a problemas de peso chega a 117 bilhões de dólares. O excesso de gordura pode ocasionar diabetes, doenças biliares e cardiovasculares, osteoartrose e até problemas psicológicos resultantes da discriminação.

De acordo com a Organização Mundial da saúde (OMS), já somam mais de 300 milhões os adultos obesos em todo o mundo, uma cifra que continua crescente. A prevenção é a medida mais eficaz e deve incluir uma ampla campanha de reeducação alimentar e a promoção de atividades físicas.

Em novembro, o ILSI Brasil promoveu uma reunião para a apresentação do projeto “Healthy lifestyles, healthy people – a three-country pilot project in Latin América” (Estilos de vida saudáveis, gente saudável), que terá programas pilotos para três países latino-americanos: a proposta elaborada pela Pan American Health Organization (PAHO/OPAS – Organização Panamericana de Saúde), CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e o ILSI Internacional abrange Chile, México e Brasil.

O evento contou com a presença de especialistas internacionais, como o doutor Enrique Jacoby, da PAHO, e a doutora Chery Long, do ILSI, ambos de Washington D.C. (EUA), e brasileiros: entre eles, a doutora Denise Coitinho, do Observatório de Política de Segurança Alimentar e Nutrição (Universidade de Brasília) e membro do grupo de referência da OMS para a estratégia global, que apresentou a proposta mundial para alimentação saudável, atividade física e saúde; e o doutor Mauro Fisberg, da Unifesp e Universidade São Marcos, coordenador científico da força-tarefa de atividade física e controle de peso do ILSI Brasil, que falou do Panorama da Obesidade no Brasil e o Projeto Diagnóstico Precoce da Obesidade.


Campanha vai Incentivar Hábitos Saudáveis

O projeto “Estilos de vida saudáveis, gente saudável”, que será desenvolvido no Brasil, México e Chile tem como meta principal melhorar a qualidade de vida a partir do incentivo às atividades físicas, divulgação de informações sobre hábitos alimentares saudáveis e da retomada do prazer da alimentação, com orientação nutricional precoce.

A proposta é criar parcerias com os setores público e privado para a promoção do combate à epidemia da obesidade. Pesquisadores e instituições dos três países serão convidados para assistir a um seminário no início de 2004, que busca a troca de idéias e detalhamento sobre os trabalhos, além de gerar discussões e análises preliminares de projetos propostos. Os enfoques principais são a mudança de hábitos alimentares e em relação à atividade física, indicadores bioquímicos (pressão arterial, nível de colesterol etc.) e balanço energético (mudanças no gasto de energia, aporte energético e índice de massa corporal, entre outros).

Levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), apurou que o Brasil gasta R$ 1,45 bilhão por ano com doenças ligadas à obesidade. Estudos indicam que o mal atinge 6,9% dos homens e 12,5% das mulheres, com índices alertando especialmente para o aumento da obesidade infantil. Na população de 6 a 18 anos, calcula-se que existam pelo menos 6,7 milhões de obesos: o número de crianças e adolescentes acima do peso aumentou de 3% para 15%, entre 1975 a 1997. De acordo com a OPAS, a incidência de obesidade infanto-juvenil no Brasil cresceu 240% nos últimos 20 anos.

Os dados constam do “Projeto Escola Saudável”, documento que a SBEM e várias outras instituições encaminharam aos ministérios da Saúde e da Educação. Aliás, o trabalho junto às escolas é considerado uma das prioridades para a campanha no Brasil, onde a obesidade co-existe com a desnutrição: a ausência de alimentação na infância faz com que o organismo se reorganize e trabalhe armazenando mais gordura (energia) para se manter em funcionamento.


Fonte: Notícias ILSI Brasil
Dezembro/2003
Ano 11 núm 3

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