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O Valor Dos Alimentos Funcionais

Fonte: CozinhaNet

Alimentos funcionais são aqueles que, além dos aspectos nutricionais, possuem ação metabólica ou fisiológica que beneficiam a saúde e ajudam a reduzir o risco de doenças. Por isso, as pesquisas nesse segmento ganham cada vez mais destaque, atraindo atenção especial para o tema.

Para possibilitar a multiplicação e ampliação de informações técnico-científicas sobre o assunto e a atuação dos profissionais do setor, o ILSI Brasil, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciou uma série de encontros internacionais sobre Alimentos com Propriedades Funcionais e/ou de Saúde.

O primeiro workshop aconteceu em junho, em São Paulo, reunindo cientistas do Brasil, Bélgica, Reino Unido e Espanha para discutir questões legais, conceitos gerais e estágio das pesquisas sobre “Fibras, Prebióticos e Probióticos”.

A comprovação científica que relaciona o aumento da resistência imunológica com a ingestão desses alimentos é cada vez mais evidente, necessitando, porém, de informações científicas que ajudem a aprofundar o conhecimento nesse campo.

“Precisamos de marcadores mais definidos, que facilitarão as análises de resultados. Por exemplo, bactérias probióticas são ingeridas em alimentos lácteos durante a vida toda, em pequenas doses. Então, é importante estabelecer biomarcadores que nos forneçam parâmetros mais claros”, afirma Franco Lajolo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

O sucesso do evento fortalece a parceria entre o ILSI e a Anvisa, mostrando a importância da continuidade da realização de seminários e workshops.


Alimentos para a Flora Intestinal e o Sistema Imunológico

A flora intestinal é constituída por um grande número de bactérias (mais de 400 espécies), algumas prejudiciais, outras benéficas, como os lactobacilos e as bifidobactérias. Os probióticos, ingeridos através de alimentos lácteos, interagem com a flora e a mucosa intestinal, promovendo o crescimento das bactérias boas e causando efeitos benéficos para o hospedeiro, como a melhoria do equilíbrio nutricional e microbiano no trato intestinal. Também estimula os parâmetros imunológicos, o que se reflete na saúde do indivíduo.

Segundo a doutora Alda Lerayer, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Unicamp, há pesquisas em desenvolvimento com iogurtes probióticos, bebidas lácteas e produtos sólidos (queijos, por exemplo). Paralelamente, há estudos clínicos em vários países sobre a modulação do sistema imunológico, redução de alergias, balanceamento de minerais e nitrogênio e relação com úlceras.

A doutora Alda Lerayer explica que há trabalhos de seqüenciamento de genomas de bactérias probióticas que estão na fase de descoberta da localização de cada gene e sua função. “Os objetivos são definir os genes importantes, os elementos genéticos conservados que resultem em funções metabólicas e os genes que capacitem a bactéria à adaptação em ambientes diferentes, além de identificar genes-chave para as propriedades funcionais”, diz.

As características desejáveis para as bactérias probióticas são: capacidade de sobreviver após a passagem pelo estômago, poder de colonizar a mucosa intestinal, manter viabilidade e atividade intestinal, estar ativo no alimento antes do seu consumo e ser continuamente ingerido.

“Creio que, nos próximos anos, a ciência de alimentos vai focar nos benefícios dos alimentos funcionais, não só na sua função de nutrir, mas também de proteger o corpo”, diz o doutor Francisco Guarner, do Hospital Vall d´Hebron, Barcelona (Espanha), que também participou do workshop “Fibras, Prebióticos e Probióticos”. Guarner explica que apesar da necessidade de se conhecer mais sobre o sistema imunológico, os dados das pesquisas são bastante positivos. “O intestino tem uma interação ampla com o exterior, pois toneladas de alimentos são ingeridas a cada ano e são reconhecidas, processadas e detectadas. Há bactérias boas para a função metabólica e para funções defensivas (proteção contra patógenos) e há uma relação entre o sistema imunológico e a flora intestinal”.

De acordo com o cientista, a microflora e a mucosa intestinal são relevantes na barreira de defesa do intestino. Ele alerta para a necessidade de alimentarmos essa flora. “Quando pensamos em comida, nos alimentamos otimizando os valores nutritivos, queremos saber se há gordura, proteínas, vitaminas etc. São valores importantes, mas temos que pensar também na alimentação da flora intestinal, que atua colaborando com o sistema imunológico”.


As Fibras

As fibras também são alimentos cujas propriedades funcionais agem, por exemplo, na redução do colesterol, da glicemia e fermentabilidade, com produção de ácidos graxos de cadeia curta. Durante o encontro, falou-se da importância de se ampliar a definição de fibra, abrigando compostos já presentes e outros adicionados. Isso, segundo o professor Franco Lajolo, poderia ser comunicado no rótulo.

“Foi sugerido, ainda, que cada alimento deveria ser ensaiado para verificação do efeito benéfico do ingrediente adicionado, porque esse efeito pode variar, dependendo de onde o ingrediente é usado. Além disso, em certas situações, é recomendado fazer pesquisas nas condições locais de dieta e população, porque elas variam em cada país e podem influir nos resultados dos estudos”, afirma Lajolo.


Fonte: Notícias ILSI Brasil
ILSI – International Life Sciences Institute
Ano 11 n° 2 /2003

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