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Índice De Obesidade Cresce E Preocupa

Fonte: CozinhaNet

O aumento da obesidade é um fator exponencial em todos os países e tem atraído, cada vez mais, a atenção de especialistas, preocupados com a alta incidência da doença: no Brasil, por exemplo, mais de 40% da população adulta está com excesso de peso; entre adolescentes, trabalhos realizados com escolares de São Paulo mostram que mais de 30% deles apresentam este problema.

O grande vilão resulta da combinação de dietas com excessos e falta de atividade física. A ingestão de gorduras saturadas também contribui para o aumento das complicações lipídicas e cardiovasculares. “A obesidade é uma doença de múltiplas origens, de caráter genético e modificada pelo meio ambiente, caracterizada por um desequilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético. Por definição, é uma doença caracterizada por acúmulo de gordura localizada ou generalizada, com uma desproporção entre o peso e a estatura”, afirma o médico Mauro Fisberg, coordenador do Centro de Pesquisas Aplicadas à Saúde da Universidade São Marcos e chefe do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo o médico, o aumento dos casos nos países ricos e nas regiões em desenvolvimento ocorre devido a modificações na qualidade de vida, no tipo de alimento ingerido, com excesso de gorduras e carboidratos simples, pelo sedentarismo e a falta global de disciplina da população, desde a infância.

“Devemos prevenir, fazendo com que famílias e profissionais de saúde reconheçam que a obesidade é uma doença que se inicia precocemente, com pequenos aumentos na velocidade de ganho de peso, com relação à estatura. Devemos fazer o diagnóstico precoce e ao mesmo tempo incentivar hábitos de vida adequados a toda população”, alerta o doutor Mauro Fisberg, que no dia 24 de agosto coordenou o Workshop Internacional sobre Prevenção da Obesidade, em São Paulo.

O evento reuniu representantes da comunidade científica e importantes nomes do segmento vindos dos Estados Unidos, Argentina e Chile, além dos brasileiros.


Obesidade pode se tornar doença crônica

O debate, a difusão e a troca de informações científicas são a melhor fórmula para interromper o crescimento da obesidade. Por isso, a discussão sobre as formas de prevenção foi o principal objetivo do Workshop Internacional sobre Prevenção da Obesidade.

O evento foi promovido pelo ILSI – Força Tarefa Atividade Física e Controle de Peso, Universidade São Marcos e o Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo, com o apoio da ABESO, APAN, SBAN e CRN3. Entre os palestrantes estavam profissionais de renome como James O. Hill (Universidade do Colorado-EUA), Aviva Must (Escola de Medicina de Trufts University-EUA), Ricardo Uauy (Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos da Universidade do Chile), além de brasileiros como Glória Valéria Veiga (UFRJ), Henrique Suplicy (UFPR) e Victor Matsudo (CELAFISCS).

“Sabemos que a obesidade é uma doença crônica, de péssimo prognóstico a longo prazo, que pode levar a acidentes cardiovasculares, alterações emocionais, físicas, sociais, que têm altíssimo custo social e econômico. Conhecemos bastante das conseqüências, mas pouco temos conseguido na resolução a longo prazo”, diz o doutor Mauro Fisberg, ressaltando a importância do evento.

A obesidade é crônica quando é de longa duração. Se iniciada na infância, a chance de se tornar um adulto obeso vai depender dos seguintes fatores: quanto mais precoce, intensa e maior a presença de obesidade na família, maior a chance de que a obesidade persista na idade adulta. “Em cada 10 obesos adolescentes, oito serão adultos obesos”.

Vários hormônios, proteínas, neuropeptídeos e neurotransmissores têm sido associados com a obesidade, a saciedade e com o apetite. “Há inúmeras fórmulas de dietas, condutas e atitudes que podem modificar a obesidade. Todas podem, em maior ou menor escala, promover redução de peso, a curto ou médio prazos, mas praticamente todas as condutas alimentares radicais não conseguem manter resultados a longo prazo e não contribuem para reduzir riscos cardiovasculares”, diz Mauro Fisberg. “A combinação de dieta adequada com restrição gordurosa e atividade física intensa e contínua é a melhor possibilidade de resultados.”



Fonte:
Notícias ILSI Brasil – Ano10 n°3

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