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Hipovitaminose A - Deficiência De Vitamina A

Fonte: CozinhaNet

A hipovitaminose A é a deficiência de vitamina A (Retinol) em nível dietético, bioquímico ou clínico, com repercussões sistêmicas que afetam as estruturas epiteliais de diferentes órgãos, sendo os olhos o mais prejudicado e evidente. O termo atualmente usado para se referir a Hipovitaminose A é “Deficiência de vitamina A”. 

Uma série de estudos realizados na última década tem ressaltado a importância do conhecimento da deficiência de vitamina A na América Latina. E de acordo com os órgãos responsáveis, o nordeste brasileiro está seriamente comprometido pela deficiência dessa vitamina.

A vitamina A que é também conhecida como retinol, tem papel importante na visão, no funcionamento imunológico (defesa do organismo contra doenças infecciosas), é ela que mantém saudáveis as mucosas de coberturas internas que envolvem certos órgãos como nariz, boca, garganta, olhos, estomago, etc) que também atuam como barreiras de proteção contra infecções, além de auxiliar na formação dos dentes, no processo de crescimento e até na reprodução.

Estudos mais recentes vem mostrando que o retinol atua como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento que está associado com algumas doenças), porém recomenda-se cautela no uso do retinol como suplemento medicamentoso, já que, em excesso, também é prejudicial ao organismo.

Essa carência de vitamina A é causada por: falta de amamentação ou desmame precoce (pois o leite materno é rico em retinol); ingestão insuficiente de alimentos ricos em vitamina A; ingestão insuficiente de alimentos que contenham gordura, já que o retinol é uma vitamina lipossolúvel (solúvel em gordura), assim a falta de gordura dificulta sua absorção; infecções freqüentes, que acometem principalmente crianças devido à falta de apetite, seguido de uma menor ingestão de alimentos. Além desses fatores podemos contar também com o mau funcionamento do próprio organismo: problemas na bile; má absorção intestinal; e conversão inadequada do retinol, conforme ocorre nas doenças hepáticas. Assim essa doença só pode ser diagnosticada por profissionais de saúde, já que são fáceis de serem confundidas com fadiga e até pele seca.

A hipovitaminose A, causa problemas na visão que podem levar à cegueira, a nictalopia (cegueira noturna), a xeroftalmia (conjuntivas secas, sem brilho), e o lacrimejamento são característicos, além de diarréia, enterite, afecção bronco-pulmonares, mau desenvolvimento do aparelho reprodutor, alterações nos dentes (esmalte fino e escasso), retardo no crescimento, queda de cabelo e rachaduras na pele.

As populações mais afetadas com essa carência são crianças de 1 a 10 anos e a classe de baixa renda, que não tem acesso muitas vezes aos alimentos que são fonte de retinol. Mas a principal causa do número de elevados casos é devido à falta de informação, da população em geral.

Podemos encontrar a vitamina A em fontes de origem animal como: fígado de peixe com óleo de fígado de bacalhau, fígado bovino, carnes, ovos, leite e seus produtos gordurosos, (creme de leite, manteiga), etc.

E os alimentos que contêm vitamina A de origem vegetal são: hortaliças de cor verde-escuro (agrião, almeirão, espinafre, chicória, couve, salsa; frutas de cor amarelo-alaranjadas- (cenoura, mamão, tomate, milho, caju, abóbora, goiaba-vermelha). Além de alguns frutos de palmeiras e seus óleos: dendê, buriti, pequi, pupunha, tucumã.

O tratamento dessa doença é feito através de suplementação da vitamina e/ou reeducação alimentar. Em alguns casos é necessária internação hospitalar.

OBS: Pode ocorrer também o inverso da hipovitaminose A, a hipervitaminose A.


Bibliografias:

ARNOLD B. Bender. Dicionário de Nutrição e Tecnologia de alimentos, 4a. edição, 1982. Editora Livraria Roca.

YOUNGSON, Robert. Como Combater os Radicais Livres, O programa de saúde dos antioxidantes; 1995. Editora Campus.

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