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Educação Alimentar Para Crianças

Fonte: CozinhaNet

“As escolhas alimentares dependem da história, cultura e meio ambiente, assim como das necessidades de energia e nutrientes. As pessoas também consomem alimentos por prazer. A família, amigos e crenças possuem um papel fundamental na maneira como as pessoas selecionam alimentos e planejam as refeições.”

A educação nutricional – a educação pode ser definida como o processo de ensino, treinamento e facilitação. É a troca de informações entre o educador e o aluno, utilizando uma linguagem entendível, dentro de um ambiente que conduz ao aprendizado. Neste texto, o termo “conselheiro nutricional” é muitas vezes utilizado como sinônimo de “educador” ou “professor” e o termo “cliente” é utilizado em preferência a “aluno” ou “paciente”. Conselheiro ou educador nutricional descreve qualquer profissional da saúde envolvido na educação ou aconselhamento de informações relacionadas à nutrição e/ou aos aspectos que levam à aderência de um novo comportamento alimentar.

Como facilitador, o educador nutricional deve fornecer apoio emocional, assim como dados cognitivos (de conhecimento) para a mudança. Através de técnicas motivacionais criativas, o cliente pode alcançar o resultado da educação, que é a mudança de comportamento. A educação nutricional deve resultar em mudanças comportamentais específicas às necessidades e à situação de cada indivíduo. Em geral, a aderência à um regime nutricional específico, que coincide com a condição física e clínica do indivíduo, é o resultado final desejado. Nossas habilidades como educadores deve ser reconhecer e encontrar as necessidades específicas do cliente, e não somente prover informações técnicas. 

A intervenção, através da educação nutricional, em um estágio mais precoce, previne doenças, promove uma vida mais saudável e uma sensação de bem-estar geral. Esse enfoque da educação nutricional como proteção e promoção da saúde, e como prevenção de doenças e complicações, possuem um papel reconhecidamente vital.

A educação alimentar e nutricional, valendo-se de todos os meios de comunicação, impõe como uma das medidas necessárias para garantia da saúde do homem, independentemente do seu estágio de desenvolvimento econômico e de seu poder aquisitivo.

Esta faz parte da educação em saúde, que Marcondes define como “um processo essencialmente ativo que envolve mudanças no modo de pensar, sentir e agir dos indivíduos e pelo qual eles adquirem, mudam ou reforçam conhecimentos, atitudes e práticas condizentes à saúde.”

Quando o assunto é alimentação, e principalmente se é dirigida a criança em fase de crescimento, há princípios básicos que precisam ser seguidos para garantir qualidade de vida e menor risco de desenvolvimento de doenças.

Pra compor uma alimentação equilibrada, é preciso seguir três princípios básicos:

Alimentos de todos os grupos. Escolher representantes de todos os grupos alimentares, sem esquecer nenhum. Isso permite que uma grande variedade de nutrientes, necessários ao organismo, esteja presente na alimentação da criança.

Proporção adequada de alimentos. O organismo, para funcionar bem, precisa de muitos tipos de nutrientes, mas não em quantidades iguais. Por isso, os alimentos que compõem a alimentação da criança devem ter uma proporção adequada para atender às necessidades nutricionais diárias.

Variar ao máximo os alimentos. O conteúdo nutricional dos alimentos é muito variado. Mesmo quando a comparação é feita entre aqueles pertencentes a um só grupo, as diferenças são enormes. Por isso, variar a ingestão de alimentos é uma estratégia importante para obter todos os nutrientes necessários.


Grupos dos alimentos

Os alimentos são divididos em três grandes grupos:
1. Alimentos ricos em proteínas.
2. Alimentos ricos em carboidrato e gorduras.
3. Alimentos fontes de vitaminas e minerais.

Alimentos ricos em proteína

As proteínas são nutrientes que participam da multiplicação das células e, por isso, são essenciais para o crescimento da criança.

As proteínas são encontradas em todo os tipos de carnes e também no leite, no iogurte, nos queijos e nos ovos. Alguns alimentos de origem vegetal também são fontes de proteínas, como o feijão, a soja, a lentilha, o grão- de- bico, as favas, a ervilha, as nozes e as castanhas.

Existe uma crença popular que atribui às proteínas a capacidade de fazer crescer. Não é verdade. A quantidade maior de proteínas não significa aumento no ritmo de crescimento. Exagerar nelas não traz benefício, ao contrário.

Alimentos ricos em carboidratos e gorduras

Os carboidratos e as gorduras são fornecedores, por excelência, da energia que é utilizada pelo organismo, entre outras coisas, na fixação de proteínas. Isso os torna fundamentais no processo de crescimento da criança.

A base da alimentação infantil são os carboidratos. Por serem de fácil aproveitamento, a maior parte da energia que o organismo da criança consome deve vir desse nutriente. São encontrados nos cereais (arroz, trigo, aveia), macarrão, cará, inhame, mandioca, pães, batata, mandioquinha, batata-doce, biscoitos, cereais matinais, amido de milho e farinhas de todos os tipos.

Já as gorduras, cujo metabolismo é mais difícil, fornecem energia na forma concentrada. As melhores fontes de gorduras para alimentação infantil são os óleos vegetais, o azeite e a margarina.

Alimentos ricos em vitaminas e minerais

As vitaminas e os minerais são conhecidos como micronutrientes, pois estão nos alimentos em quantidades bem pequenas. Existe uma enorme variedade desse nutriente no organismo e cada um desempenha uma ou várias funções diferentes. Por isso a presença de todos é essencial pra o funcionamento normal do corpo.

De uma maneira geral, as vitaminas e os minerais podem ser definidos como reguladores de uma série de processos bioquímicos que ocorrem no organismo. Isso significa que eles controlam o funcionamento do organismo e o crescimento das crianças. 

Eles são encontrados em maiores concentrações nas verduras, nos legumes e nas frutas.


Alimentação equilibrada na prática

Com os três princípios já citados em mente e procurando conhecer a que grupo pertence cada alimento usado nas refeições do dia-a-dia da criança, é possível prevenir desequilíbrios nutricionais.

O ideal é ir equilibrando, ao longo do dia, a alimentação da criança. Se por exemplo, no desjejum (café da manhã) ela só tomou leite com cereais matinais, significa que está faltando alimentos do grupo das vitaminas e dos minerais. O que fazer? Inclua, por exemplo, uma fruta ou um suco natural no lanche da manhã.


Pirâmide alimentar

Outro método para equilibrar a alimentação é dado pela pirâmide alimentar. Nela, os alimentos são também agrupados de acordo com seu nutriente principal, desta vez, em seis grupos.

Grupo 1: cereais, massa, pães, raízes e tubérculos.
Grupo 2: legumes e vegetais folhosos.
Grupo 3: frutas.
Grupo 4: carnes, ovos, nozes e leguminosas.
Grupo 5: leite, iogurte e queijos.
Grupo 6: açúcar e gorduras.

Esses alimentos estão dispostos no corpo da pirâmide, a partir da base, em ordem de necessidade de ingestão. E, por último, em cada compartimento, são representados vários alimentos, para simbolizar que sua ingestão deve ser o mais variado possível.

A pirâmide traz ainda a quantidade de porções, de cada grupo, que precisa ser ingerida diariamente. O tamanho da porção deve ser ditado pela fome da criança. Essa regra só perde a validade se a evolução do peso em relação à altura estiver apontando para a obesidade ou desnutrição. Nesse caso, é conveniente consultar o pediatra ou nutricionista.

Cereais, massas, pães, raízes e tubérculos

A base da pirâmide é composta pelos alimentos do grupo dos carboidratos. Pra que a criança tenha a ingestão adequada de energia é preciso que sua alimentação diária seja composta de seis porções de alimentos desse grupo.

Legumes e vegetais folhosos

Logo mais acima da base da pirâmide há um grupo menor, representado pelos legumes e vegetais folhosos, que é fonte de vitaminas e minerais. A criança deve comer pelo menos três porções desses alimentos por dia. Exemplo: um pedaço de cenoura batida no suco de laranja, sopas, pastéis ou tortas de legumes ajudam a aumentar o número de alimentos desse grupo no dia-a-dia da criança.

Frutas

Ao lado do grupo dos legumes e vegetais folhosos está o das frutas, que também fornece vitaminas e minerais. É conveniente que a criança coma três porções de frutas diferentes por dia. Caso frutas in naturas não sejam apreciadas, sucos, saladas de frutas e sorvetes caseiros são uma boa opção.

Carnes, ovos, nozes e leguminosas

A criança deve comer de duas a três porções diariamente. A aceitação desses alimentos normalmente é boa e esta recomendação é fácil de ser alcançada. Não é recomendável excluir as fontes animais da dieta.

Leite, iogurte e queijos

Os alimentos desse grupo além de fornecerem proteínas, são as principais fontes de cálcio. Dois a três copos de leite diariamente (500 a 750 ml) são suficientes. Pode ser simplesmente bebido ou usado em diversas preparações. Caso a criança tenha problema de aceitação do leite ou intolerância à lactose, queijos ou iogurtes podem ser uma opção para cumprir a recomendação de cálcio.

Gorduras e açúcares

Por último, deve-se ter moderação com as gorduras e os açúcares adicionados, que estão no ápice da pirâmide. Sua total exclusão da dieta, no entanto, não é recomendada. Para as refeições das crianças, a quantidade diária de óleo é de 15 mililitros. Se a criança tem o hábito de comer frituras e adicionar maionese e molhos cremosos, o óleo pode ser uma fonte extra de calorias, aumentando o risco de desenvolvimento da obesidade.

Já o açúcar pode fazer parte da dieta da criança, mas numa quantidade também moderada. O recomendado é uma dose diária de dois gramas por quilo de peso. Assim, se a criança pesa 10 quilos, é razoável adicionar 20 gramas de açúcar ou 2 colheres (sobremesa) nas bebidas e nas preparações de doces e bolos. Por ser de fácil aceitação, e uma via para desenvolvimento da obesidade, não é bom acostumar a criança, principalmente nos primeiros anos, com esse alimento.

O período entre os dois e cinco anos de idade caracteriza-se por uma participação cada vez mais ativa na vida familiar. Na criança pré-escolar, há um amadurecimento da linguagem e das habilidades sociais relacionada à alimentação. As refeições devem tornar-se acontecimentos importantes tanto do ponto de vista social quanto nutricional e, na medida do possível, devem ser preservadas das pressões do dia-a-dia e das tribulações da vida familiar. Pra satisfazer à crescente necessidade de energia, é importante ter horário regular para as refeições, incluindo o desjejum (café da manhã). Durante este período da vida, a criança está sujeita a pressões dos meios de comunicação em relação à escolha de alimentos. A família enfrenta o desafio dessas pressões externas, para que estas não passem a ditar os hábitos alimentares da criança. Deve-se desencorajar o hábito de fazer lanches e refeições enquanto se vê televisão. A atividade física deve ser encorajada. Por fim, lembre-se de que a criança não deve ser proibida de consumir certos tipos de alimentos (a proibição atrai os olhares para o alimento em questão): trocar refeições por lanches não vai prejudicar a saúde da mesma, desde que não se torne rotina. 


Bibliografia

MARTINS, Cristina e ABREU, Simone Saeki. Pirâmide de Alimentos – Manual do Educador (variedade, moderação e proporcionalidade). Nutro Clínica, 1997.


MOTTA, Denise Giacomo da e BOOG, Maria Cristina Faber. Educação Nutricional. Ibrasa, São Paulo, 1984.

CTENAS, Maria Luiza de Brito. Crescendo com Saúde. C2 Editora e Consultoria em Nutrição, São Paulo, 1999.

Academia Americana de Pediatria – Comitê de Nutrição. Manual de Nutrição em Pediatria. 3º edição. Pharmapress Edições, 1992.

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