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Cárie Dental

Fonte: CozinhaNet

A cárie dental se caracteriza pela desmineralização da porção inorgânica, atingindo primeiro o esmalte e propagando para a dentina e polpa dentária, destruindo também a porção orgânica dos dentes.

Aspectos Epidemiológicos

O mecanismo de formação das cáries é complexo, devendo ser considerados dois aspectos fundamentais: existência de uma agressão exagerada e a falta de resistência do esmalte dentário.

Admite-se atualmente que uma bactéria (streptoccoccus) seja responsável na maior parte dos casos, embora a sua ação exija também a presença de um substrato, que propicia a fermentação. Este segundo ponto já é tradicionalmente aceito por todos: o ataque da cárie se fará preferencialmente nos locais onde houver acúmulo de resíduos alimentares. A má limpeza dos dentes mais cedo ou mais tarde exigirá os seus tributos. Tem sido ainda atribuído às dietas ricas em carboidratos um papel determinante na fermentação, que culmina com uma descalcificação ácida do esmalte dentário.

A cárie dental pode ser apontada como reflexo da civilização moderna no organismo humano, onde o fator dieta, novamente parece ser o mais significativo, pois a incidência de cáries sempre aumenta com o maior consumo de alimentos industrializados. Fora esse aspecto, com menor relevância varia também com a idade, sexo e raça.

A cárie surge na criança logo após a erupção dos dentes decíduos, aumentando, em geral, a incidência a cada ano, atingindo os dentes permanentes. Tem-se observado que as meninas apresentam número maior de cáries nos dentes permanentes quando comparadas com meninos da mesma idade, ocorrendo o inverso para os dentes decíduos. Para explicar essa diferença, sugere-se uma relação com as diferentes épocas de erupção e tempo de exposição dos dentes a um meio ambiente cariogênico.

Como já foi mencionado, a composição da dieta tem sido apontadas como um fator relevante no aparecimento da cárie, determinando a diferença entre a freqüência da cárie para o homem primitivo e moderno.

Na dieta do homem primitivo abundavam alimentos crus, não totalmente abrandados pelo fogo ou por processos mecânicos, ricos em fibras que proporcionavam uma remoção mecânica dos possíveis resíduos aderentes durante o processo de mastigação. Na dieta do homem moderno, impera os alimentos abrandados, refinados, que podem aderir firmemente aos dentes e pela sua consistência requerem um período de mastigação reduzido propiciando um acúmulo de resíduos sobre os dentes.

Os monossacarídeos e dissacarídeos são fermentados mais rapidamente do que os polissacarídeos, sua cariogenicidade vai variar de acordo com a freqüência e não com a quantidade ingerida. Assim uma dieta com pouco açúcar pode produzir o mesmo número de cáries do que outra com muito açúcar. O fator determinante é portanto a tomada do nutriente entre as refeições especialmente na forma de alimentos aderentes aos dentes. Essa situação oferece uma probabilidade maior do aparecimento das cáries do que a tomada de açúcar durante as refeições.

Em relação à composição química do dente, alguns autores não reconhecem a existência de diferenças significativas na concentração de cálcio, fósforo e magnésio no esmalte de dentes sadios e cariados, o mesmo não ocorrendo com a concentração de fluoretos, que é bem mais elevada no esmalte dos dentes não cariados, sugerindo que o fluoreto confere uma resistência maior ao esmalte à desmineralização ácida.

A formação do dente começa durante a gestação e continua nos primeiros anos de vida. Durante esse período, a oferta de flúor é fundamental para a deposição de fluoropatita, conferindo ao esmalte maior resistência ao processo de desmineralização.

A caracterização da cárie dental como uma doença carencial específica se deu após constatações de que populações que fazem uso de dieta (águas) contendo fluoretos naturais ao redor de 1 mg por litro sempre apresentavam prevalência de cárie inferior ao de populações cuja água de abastecimento tem como característica concentração de fluoretos baixa ou ausente.

Intervenções

A medida de maior alcance e menor custo para prevenção da cárie dental tem sido a fluoretação das águas de abastecimento, na concentração de 1 mg por litro, que pode reduzir até 60% dos índices de dentes cariados, sem alterar características da dieta.

A intervenção nutricional de maior eficácia deve objetivar mudanças nos hábitos de consumo, procurando alterar, principalmente, a freqüência da ingestão de açúcar.

Os glícides contidos nos refrigerantes, balas, doces e caramelos ingeridos entre as refeições é que serão o substrato a ser fermentado pelas bactérias, produzindo ácido e dessa forma mantendo constantemente o pH abaixo de 7 sob a placa dental, favorecendo as cáries.

É recomendável, portanto, que o consumo de açúcar deve ser restringido às grandes refeições diárias e nunca entre elas. Essa orientação é de particular interesse entre os escolares, que fazem uso constante de guloseimas, sempre fáceis de encontrar nas cantinas escolares.

Portanto, a nível individual, a medida a ser adotada com o objetivo de auxiliar a redução dos índices de dentes cariados, seria a restrição de alimentos ricos em glicídes entre as refeições, substituindo-os por salgados, frutas ou sucos naturais não adoçados. Ainda, a orientação para a higiene oral e aplicação tópica de flúor com remoção da placa são intervenções recomendadas.

Faz-se necessário comentar que intervenções individuais não tem geral abrangência significativa e podem beneficiar apenas as populações de maior poder aquisitivo, que tem acesso aos serviços e informações odontológicos. Cabe ressaltar que os alimentos mais cariogênicos (balas, doces, caramelos) apresentam um custo compatível com o baixo poder aquisitivo de grande parcela da população, que busca satisfazer a necessidade básica de saciedade da fome.

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