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Ações Reduzem Deficiência De Vitamina A

Fonte: CozinhaNet

Em tempos de intensificação do combate à fome e à desnutrição, três eventos internacionais realizados no Marrocos, em fevereiro, ratificam o valor das vitaminas e minerais, ressaltando que, além de ter o que comer, é preciso saber o que se come.

A 21ª Reunião do Grupo Consultivo Internacional de Vitamina A e o Simpósio 2003 dos grupos consultivos de Anemia Nutricional e de Zinco, todos do ILSI Internacional, reuniram cerca de 600 representantes de mais de 70 países. “Os debates destacaram os avanços no controle da deficiência de vitamina A, principalmente a partir da fortificação de alimentos e da suplementação com esta vitamina. A deficiência atinge principalmente os continentes asiático, africano e latino-americano”, diz a doutora Leonor Pacheco, do Ministério da Saúde, que recebeu o apoio do ILSI Brasil para participar dos encontros.

Com relação ao Brasil, a especialista afirma que a deficiência de vitamina A é registrada com mais freqüência na região Nordeste e no Vale do Jequitinhonha. Segundo ela, o Ministério da Saúde tem investido no combate ao problema, sobretudo por meio da distribuição de suplementos, nos dias nacionais de imunização, e de ações que estão incluídas no programa Saúde da Família. Em paralelo, o órgão desenvolveu materiais educativos, como o livro “Alimentos Regionais Brasileiros”, publicado em 2002, que busca resgatar e incentivar o consumo de alimentos locais, geralmente mais baratos e ricos em nutrientes. O Ministério também estabeleceu parceria, em 2002, com o Unicef para elaboração, reprodução e distribuição de material de capacitação para profissionais da Atenção Básica (médicos e enfermeiros) e para os Agentes Comunitários de Saúde.

A doutora destaca alguns benefícios da vitamina A, como sua atuação nos mecanismos da visão, cuja ausência pode causar a chamada cegueira noturna (dificuldade de visão ao entardecer e à noite) ou a cegueira nutricional irreversível, devido às agressões aos epitélios, tecidos que revestem o globo ocular, pulmões, trato respiratório e trato gastrintestinal. Entre os alimentos que contêm vitamina A, destacam-se o fígado, folhas verde-escuras (rúcula, espinafre, por exemplo) e alimentos alaranjados (cenoura, mamão, manga etc.). Nos estados da região Norte e Nordeste do país há fontes riquíssimas da substância nos frutos das palmeiras dendê e buriti.

Apesar de não haver estudos nacionais sobre deficiência de vitamina A, a doutora Leonor Pacheco explica que atualmente, são raros os casos de cegueira em virtude da falta da substância, ao contrário do que ocorria na década de 80, mas alerta sobre o risco causado pelo baixo consumo de alimentos com essa vitamina.

Prevenção à Anemia também foi Discutida no Marrocos

Durante os eventos no Marrocos, dois outros grupos de micronutrientes do ILSI International promoveram debates: o Grupo Nutricional de Anemia e o Grupo Consultivo International de Zinco. Na pauta de discussões estavam temas relacionados à deficiência de ferro e zinco em populações de países em desenvolvimento.

No Brasil, de acordo com a doutora Leonor Pacheco, do Ministério da Saúde, a anemia acomete com mais freqüência mulheres e crianças. Decorrente da deficiência nos estoques de ferro, a doença causa sonolência, diminuição da atenção, da capacidade de trabalho muscular e fraqueza. A exemplo da vitamina A, não há estudos conclusivos sobre o tema, mas calcula-se que o problema afeta entre 30% e 60% das crianças.

O Ministério da Saúde implementou a regulamentação sobre fortificação de alimentos que, desde dezembro de 2002, torna obrigatória a adição de ferro e ácido fólico às farinhas de trigo e milho vendidas no país, inclusive no caso de produtos importados. As empresas terão prazo de 18 meses, contados a partir daquela data, para adequação dos produtos.

Leonor Pacheco explica que o mecanismo de absorção de ferro pelo organismo é complexo e a situação tende a piorar em virtude de “fatores antinutricionais”, como a ingestão de alimentos que dificultam ainda mais esse processo: fibras em excesso, café e chá mate, por exemplo. A doutora diz que alguns hábitos alimentares bem brasileiros podem ajudar a evitar o problema. É o caso do consumo de laranja junto com a feijoada, por exemplo: a vitamina C presente em frutas cítricas facilita a absorção do ferro, existente em grande quantidade no feijão.

Biossegurança dos alimentos é tema de livro

Buscando dar mais clareza aos debates sobre transgênicos, os especialistas Franco Lajolo, professor titular do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da USP, e Marília Nutti, chefe geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos, lançaram o livro “Transgênicos: Base Científica da Segurança”. Editado pela Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), com o apoio do ILSI Brasil, o livro explica o processo de produção de sementes transgênicas e conta um pouco sobre as pesquisas realizadas até agora no Brasil. “Os alimentos transgênicos disponíveis no mercado hoje são tão seguros quanto os convencionais e, às vezes, até mais”, garante o professor Lajolo. “Até o momento, não há nenhum produto já avaliado que cause problemas à saúde humana ou animal”, completa Marília Nutti.

Biotecnologia – O ILSI Internacional lançou o livro “Biotechnology – Derived Nutritious Foods for Developing Countries: Needs, Oportunities, and Barriers”, editado por Howarth E. Bouis, David Lineback and Barbara Schneeman, com base em workshop realizado no México, em 2001. Uma versão digital (em formato PDF) do livro está disponível para cópia através do site do ILSI: www.ilsi.org

Fonte: Notícias ILSI Brasil. Ano 11, nº 1

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