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As Fibras Alimentares Na Alimentação Ocidental

Fonte: CozinhaNet

Dr. Oliver Alabaster, Universidade George Washington, Washington D.C.

Introdução
Durante milhões de anos (aproximadamente 40.000 gerações), a alimentação da humanidade baseou-se, principalmente, nos alimentos de origem vegetal. Essa alimentação era rica em amidos, carboidratos complexos e fibras, sendo, ainda, relativamente pobre em gorduras e açúcares. Os alimentos provenientes de raízes e frutos continham uma grande quantidade de componentes vegetais que auxiliavam na proteção do organismo contra enfermidades degenerativas, tais como o câncer e as doenças cardiovasculares. Isto era de especial importância para as pessoas que tinham sobrevivido a um grande número de doenças infecciosas, as quais muitas vezes, podiam ocasionar a morte até mesmo na infância. Com o decorrer do tempo, nosso organismo adaptou-se geneticamente a este tipo de alimentação, da mesma forma que o urso polar se adaptou à vida no Ártico, e a girafa, à vida nas planícies africanas.

Há aproximadamente 200 anos (cerca de 8 gerações), com o início da Revolução Industrial, a alimentação nos países industrializados começou a mudar. Os alimentos que continham nível naturalmente elevado de fibras refinaram-se, e esse processo acarretou a drástica diminuição do seu conteúdo de fibras. O consumo de gordura cresceu, assim ocorrendo com o total de energia, e a carne transformou-se em símbolo de opulência entre os membros da sociedade. Esta transição de uma alimentação baseada em produtos de origem vegetal para uma alimentação com maior quantidade de elementos de origem animal fez-se acompanhar de alterações bem acentuadas nos padrões de determinadas enfermidades. O organismo passou a ficar exposto a uma dieta significativamente diferente sem que a ela estivesse geneticamente adaptado.

Se de um lado o ser humano conseguiu ganhar mais alguns anos de vida como resultado de uma melhor nutrição e das medidas da saúde pública, por outro lado alguns males, tais como câncer, diabetes, embolia, litíase vesicular, varizes, obesidade e doenças cardíacas, foram se tornando mais comuns em nossos dias. Estima-se que nos Estados Unidos aproximadamente 40% das mortes são causadas por doenças cardíacas, 20% por câncer e 8% por embolia. Do total de óbitos, a Aids e o consumo de drogas são responsáveis por menos de 2% cada.

Na medida em que as sociedades adquirem maior poder econômico, a alimentação torna-se mais abundante, aumentando, ao mesmo tempo, o número de enfermidades e de mortes prematuras. Nos Estados Unidos, aproximadamente 35% dos óbitos são atribuídos ao consumo de cigarros, 28% aos fatores alimentares e 9% estão relacionados com o consumo de álcool. Estas porcentagens são, obviamente, alarmantes. No entanto, essas mortes poderiam ser evitadas se considerarmos que suas causas são potencialmente passíveis de prevenção e controle. Por outro lado, é extremamente difícil persuadir as pessoas a mudar seus hábitos, razão pela qual torna-se vital difundir informações convincentes e promover forte motivação, especialmente com referência aos hábitos alimentares.

Os hábitos alimentares são passíveis de alteração, tanto por meio da redução do consumo de alguns alimentos quanto por meio do acréscimo de outros ou, às vezes, em função de ambos os meios. Quando o consumo total é excessivo, é preciso reduzir as porções e a frequência do consumo de alimentos potencialmente danosos.

Pode-se considerar a alimentação ocidental “moderna” como desequilibrada, ou seja, em geral, de consumo excessivo, além de conter elevado teor de gordura e poucas fibras. A média da ingestão de gorduras nos países ocidentais está estimada em aproximadamente 35% a 40% da energia total, enquanto no Japão essa média é de 14%. Na opinião dos peritos, o consumo de gorduras não deve ser superior a 20% da energia total. Em contraposição, o consumo de fibras está muito abaixo do nível recomendado, e é necessário eleva-lo a níveis normais. Nos Estados Unidos, a média do consumo de fibras é de 11 a 14 gramas/dia, enquanto o consumo recomendado é de aproximadamente 20 gramas/dia. Assim sendo, é necessário incrementar a ingestão de fibras, aumentando o consumo de cereais integrais, frutas, verduras e legumes.

A motivação para a mudança dos hábitos alimentares pode começar, parcialmente, com a indústria alimentícia, que deve oferecer alimentos mais saudáveis e fáceis de serem incorporados à vida cotidiana, além de apresentar aprimoramentos significativos que contribuam para a redução do risco de algumas doenças e promovam a saúde. O desenvolvimento de alimentos que promovam a saúde exige que alguns males, como o câncer e as doenças cardiovasculares causas mais comuns da morbidade prematura sejam pesquisados. Este tipo de pesquisa não só deve estar direcionado a novos produtos e ao aperfeiçoamento destes como também é essencial para consolidar as bases científicas das mensagens sobre saúde, que precisam ser aprovadas por órgãos de regulamentação governamental.

Os estudos apresentados a seguir consistem em uma pequena revisão de alguns trabalhos experimentais realizados para estabelecer a relação entre a alimentação e o câncer de cólon. O câncer de cólon é o segundo tipo de câncer mais comum associado ao regime alimentar ocidental e afeta igualmente pessoas de ambos os sexos. Além disso, é considerado como um dos tipos de câncer mais passíveis de prevenção.

Como se pode observar na Figura 1, ao comparar-se a incidência do câncer de cólon em âmbito mundial, a diferença existente é de 10 vezes entre o país com o mais alto índice e o país com o mais baixo índice. O mais baixo índice de incidência é de 3,3 casos em cada 100.000 habitantes e pode estar próximo do número de casos “geneticamente inevitáveis”, que ocorrem independentemente da alimentação ou de fatores ambientais.

Um grande número de achados já indica que a fibra insolúvel, como a que se encontra no farelo de trigo, é capaz de reduzir o risco de incidência do câncer de cólon. Todos os estudos abordados neste documento empregam como “padrão de referência” o farelo de trigo, que é comparado com outras fontes de fibras.


Estudos Experimentais

A forma mais efetiva de estudar as variações de tipo e quantidade e sua interação com outros fatores alimentares é a utilização de um modelo animal.

O modelo animal que se emprega normalmente nas pesquisas sobre o câncer de cólon é o da rata Fischer-344 exposta ao azoximetano (potente carcinógeno).

O câncer de cólon que se desenvolve no modelo animal comporta-se de maneira muito semelhante ao câncer de cólon nos seres humanos. No entanto, é preciso observar uma diferença importante. O câncer de cólon desenvolve-se nos seres humanos como conseqüência da exposição durante anos a baixas doses de diversos carcinógenos, de forma nitidamente diferente daquela verificada com o modelo animal, no qual o câncer de cólon evolui como resultado da exposição a apenas algumas poucas doses de carcinógenos muito poderosos. Ao interpretar os resultados dos estudos, poderia parecer que os fatores alimentares capazes de reduzir o câncer de cólon nas ratas expostas a elevadas doses de carcinógenos teriam mais efeito se as doses de carcinógenos fossem bastante menores, como no caso dos seres humanos. Entretanto, para que os fatores alimentares desempenhem seu papel protetor, o ideal seria que se tornassem parte habitual do regime alimentar durante toda a existência.

Mudança de Hábitos Alimentares: de Dieta de Alto Risco para Dieta de Baixo Risco

Os estudos experimentais realizados para avaliar o efeito deste tipo de mudança alimentar baseiam-se nas mudanças por que passaram os habitantes do Reino Unido e da Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Devido ao bloqueio naval, a Inglaterra ficou sem alimentos durante três semanas. Como resultado, grandes mudanças ocorreram. A alimentação então baseada em cereais refinados com baixo teor de fibras, grande quantidade de carne, gorduras, manteiga e laticínios tornou-se extremamente restrita com relação a esses itens: a carne for racionada, e havia apenas um ovo por semana para cada pessoa, em geral apodrecido. A população viu-se obrigada a ingerir mais alimentos de origem vegetal, mais fibras e menos gorduras. Como resultado, as manifestações de câncer de cólon e de doenças cardíacas diminuíram rapidamente. Esta foi uma experiência de massa, que ocorreu durante a guerra, porém apresentou indícios de que as mudanças alimentares podem reduzir dramaticamente o risco de enfermidades. Quisemos, no entanto, comprovar este fato de modo experimental.

Projetamos vários estudos (Figura 2) para examinar o efeito da alteração da alimentação: saindo de uma dieta de alto risco (DAR) para uma dieta de baixo risco (DBR), analisando a mudança de uma DBR para uma DAR, mantendo uma DBR e mantendo uma DAR. A mudança de um tipo de regime alimentar para outro foi idealizada de forma a imitar o efeito da alteração na dieta no ser humano adulto. Nesses estudos, as dietas foram, alteradas 8 semanas depois da administração do carcinógeno. Passados oito meses, os grupos de animais foram submetidos a exame destinado a detectar tumores no cólon, sendo o resultado expresso em termos da incidência de tumores.

Conforme pode-se notar no grupo 1, o risco de tumores no cólon aumentou consideravelmente quando se deu continuidade à DAR. Essa dieta era de alto teor de gorduras (40% da energia total), baixo conteúdo de fibras (1%) e baixo teor de cálcio. No grupo 2, a mudança da alimentação para a DBR após 8 semanas produziu uma significativa redução no risco em consideração. Essa dieta continha 8% de fibras de farelo de trigo e uma quantidade normal de cálcio, sendo que 5% da energia total era suprida por gorduras. No grupo 3, as unidades em estudo foram submetidas à alteração de uma DBR para uma DAR. Isto produz um aumento significativo no risco de incidência de câncer. Os resultados do grupo 4 foram semelhantes aos encontrados no grupo 2 e confirmaram que a mudança para uma DRB oferecia praticamente os mesmos bons resultados que os de uma alimentação de baixo risco mantida durante todo o estudo.

No estudo seguinte (figura 3), combinaram-se as fibras insolúveis em forma de farelo de trigo, em diferentes proporções, com o psilium (predominantemente fibras solúveis). Os resultados indicaram uma acentuada relação entre as duas fontes de fibra alimentar. Pela primeira vez observou-se um efeito sinérgico quando esses dois alimentos se associaram. Em outras palavras, a inibição do câncer foi muito maior quando os 8% de fibras alimentares eram fornecidos por meio da combinação desses elementos do que quando eram utilizados separadamente.

A figura 3 mostra o efeito da combinação do farelo de trigo com o psilium em diferentes proporções. Os mecanismos pelos quais o psilium e o farelo de trigo exercem seus efeitos de proteção não são evidentes. No entanto, o farelo de trigo reduz a exposição da mucosa do cólon às substâncias carcinógenas, aumentando a massa fecal e reduzindo o tempo de trânsito intestinal. Por outro lado, o psilium pode exercer seus efeitos protetores ao manter a função normal das células da mucosa do cólon (diferenciação e proliferação) e aumentar a fermentação microbiana no intestino grosso. Estes estudos são importantes porque sugerem que uma combinação específica de alimentos pode aumentar os efeitos de proteção e incrementar seu potencial de prevenção de enfermidades.

Outros estudos pesquisaram os efeitos das associações de diversos tipos de farelo, misturando-se e combinando-se farelo de trigo, farelo de aveia, psilium e farelo de arroz (Figura 4) na proporção 4:4:2:1 em termos de peso. Estes estudos foram realizados para que se pudesse determinar se uma combinação mais complexa de diferentes tipos de farelo poderia produzir maiores efeitos do que a combinação simples de farelo de trigo e psilium.

Adotou-se como indicador a presença de criptas aberrantes grandes (CAG), que são conjuntos de quatro ou mais recessos (fossas) de células anormais da mucosa e que são as precursoras do câncer de cólon mais conhecidas. O efeito protetor detectado no estudo foi semelhante ao obtido com o uso de psilium e farelo de trigo, embora as experiências não fossem diretamente comparáveis. É importante notar que é método muito menos dispendioso usar as CAG como indicadores da evolução de tumores no cólon do que prorrogar um estudo por cinco meses adicionais até que se formem os tumores.

Este estudo demonstrou que é possível combinar diferentes tipos de farelo para obter um maior efeito inibitório da enfermidade neste modelo animal de câncer de cólon quando a administração desses elementos se verifica concomitantemente com a exposição ao agente carcinógeno.

Subseqüentemente, resolveu-se pesquisar se as alterações prematuras na mucosa do cólon, que representam as primeiras etapas do processo da carcinogênese (CAG), podem reverter-se ou, pelo menos, interromper-se em função de uma intervenção alimentar 10 semanas após a exposição ao carcinógeno. A esta altura, as CAG já se formaram, e algumas podem progredir até formar adenomas e adenocarcinomas em aproximadamente 6 a 9 meses. As intervenções alimentares que poderiam reverter ou, pelo menos, interromper o progresso das CAG consistiram em introduzir na alimentação diversos nutrientes, tais como a vitamina A, o beta-caroteno, o ácido fólico e as fibras de farelo de trigo, 10 semanas após a exposição ao agente carcinógeno. Posteriormente, as CAG foram monitorizadas durante mais 20 semanas, e o cólon dos diferentes grupos de ratas foi extirpado para análise mediante tintura com azul de metileno e contagem de criptas aberrantes grandes (CAG). Os resultados desses estudos estão demonstrados na Figura 5.

Ficou evidente que somente a vitamina E e o beta-caroteno causaram uma reversão significativa no desenvolvimento das CAG e dos tumores de cólon. 

A adição das fibras do farelo de trigo nesta etapa relativamente tardia da evolução do câncer de cólon não teve efeito. Em termos práticos, isto significa que é improvável que as fibras do farelo de trigo desacelerem ou revertam o processo do câncer de cólon em fase tão avançada de seu desenvolvimento.

Os últimos estudos que comentaremos abordam o uso do farelo de trigo sob o ponto de vista prático. Quase todos os dados experimentais a respeito do papel das fibras alimentares do farelo de trigo na prevenção do câncer de cólon ou dos pólipos de cólon, que são precursores do câncer, foram obtidos com a utilização do farelo de trigo cru, e não processado industrialmente. No entanto, os consumidores de farelo de trigo, na maioria, recorrem a produtos comercializados de farelo de trigo processado. Obviamente, é fundamental estabelecer se o processo industrial pode modificar ou não os efeitos do farelo de trigo sobre a carcinogênese do cólon. Por essa razão, elaboramos vários estudos para provar a eficácia do farelo de trigo não processado em comparação com duas marcas de cereal matinal à base de farelo de trigo, já que esta á a forma mais comum pela qual as pessoas em muitos países obtêm este tipo de fibras. Os resultados deste estudo encontram-se na Figura 6.

Os cereais matinais à base de farelo de trigo para esses estudos foram fornecidos pela companhia Kellogg´s a fim de serem comparados com o farelo de trigo não processado industrialmente. Acreditávamos ser muito importante comprovar o efeito desses produtos por serem eles uma fonte relevante de fibras de farelo de trigo e pelo fato de que milhões de pessoas dependem deles para obter um efeito protetor. Os resultados demonstraram nitidamente que, no que se refere ao potencial inibidor do câncer de cólon no modelo animal em consideração, não existem diferenças estatisticamente significativas entre o farelo de trigo não processado e o farelo de trigo componente desses cereais matinais. É tranqüilizador, portanto, saber também que podemos confiar nas mensagens de saúde desenvolvidas com base em estudos sobre o farelo de trigo não processado, tanto em animais quanto em seres humanos.

Conclusões
São muitas as informações existentes sobre o fato de que o aumento do consumo de fibras alimentares nas quantidades recomendadas melhora a saúde e reduz o risco de incidência de algumas doenças. Do mesmo modo, está claro que os alimentos e provavelmente também alguns nutrientes específicos têm a capacidade de agir sinergicamente para trazer maiores benefícios à saúde. No entanto, o maior desafio ainda subsiste: encontrar a maneira de incentivar as pessoas a escolher as melhores opções de alimentação antes que enfremidades passíveis de prevenção, tais como o câncer e as doenças cardíacas, se desenvolvam.

Sobre o Autor:
O Dr. Oliver Alabaster é atualmente vice-presidente e diretor científico da Fundação Americana para a Pesquisa do Câncer, em Alexandria, estado de Virgínia, Estados Unidos. É especialista em cancerologia, diretor do Instituto de Prevenção de Enfermidades e professor de medicina da universidade George Washington, em Washington, D.C. Além disso, foi pesquisador do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos. Escreveu mais de 50 artigos científicos sobre a etiologia do câncer e realizou mais de 200 conferências em diversos congressos de nível internacional. É alvo de amplo reconhecimento por suas pesquisas, nas quais explora formas inovadoras para colaborar com a prevenção de enfermidades por meio de alterações introduzidas na alimentação e no estilo de vida.

Bibliografia
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