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Alimentos Afetam As Emoções-Depressãoxalimentação

Fonte: CozinhaNet

Todo mundo fica "derrubado" ou "na pior" de vez em quando. É normal sentir-se triste por curtos períodos, principalmente se algo de ruim ocorreu em nossa vida. Mas quando esta tristeza dura por muito tempo o melhor a fazer é procurar ajuda médica, pois pode ser o grande mal do século: a depressão (condição humana que vem afetando um número cada vez maior de pessoas).

As causas da depressão são as mais diversas possíveis: baixa auto-estima, reação excessiva diante de acontecimentos vitais (desemprego, perdas), estresse, falta de sol (principalmente no inverno), deficiências nutricionais, dieta inadequada, excesso de açúcar, cafeína (cafés, chocolates), nicotina (cigarro), distúrbios na tireóide, distúrbios na glândula supra-renal, desequilíbrios hormonais, alergias, fatores ambientais e microbianos, qualquer distúrbio físico grave, entre outros.

A depressão tem seu diagnóstico baseado em sintomas do tipo: humor deprimido, perda de interesse e prazer, diminuição de energia e aumento da fadiga, atividade diminuída, visões desoladas e pessimistas do futuro, idéias de culpa e inutilidade, idéias ou atos autolesivos ou suicídio, sono perturbado, diminuição de libido, apetite diminuído. É comum também a presença de sintomas físicos como: perda ou ganho de peso, constipação, indigestão, boca seca, palpitações, tremor, sudorese (suor excessivo), dificuldade de concentração, dificuldade respiratória, excesso de urina (ir várias vezes ao banheiro) e dor.

Distúrbios afetivos freqüentemente são acompanhados de diminuição do apetite e peso corporal (embora o inverso também possa ser ocasionalmente encontrado como já foi citado anteriormente). Vamos falar aqui principalmente da relação alimentação x depressão. Pesquisadores americanos ao entrevistarem 3500 adultos constataram que os hábitos alimentares estão relacionados aos aspectos psicológicos. Mais especificamente, que os hábitos estão relacionados com a depressão.

A boa nutrição é um complemento vital a um tratamento adequado. Os nutrientes presentes nos alimentos influenciam profundamente as reações do nosso organismo. Uma dieta mal feita, principalmente baseada em sanduíches, fast-foods (dieta ocidental) pode gerar a depressão. Os neurotransmissores do cérebro, que regulam o comportamento, são controlados pelos alimentos que comemos.

O controle neural do apetite parece se dar ao nível do hipotálamo e está sob influência complexa de vários neurotransmissores. Entre eles podemos citar as monoaminas (noradrenalina, serotonina, dopamina), opióides endógenos e outros peptídeos como colecistocinina, neurotensina, calcitonina, bombesina, fator liberador de corticotropina (CRF) e TRH.

O CRF, particularmente, inibe o apetite, e poderia ser responsável pelas alterações encontradas nos distúrbios afetivos. Outras influências importantes incluem a serotonina, que estimula um centro da saciedade, localizado no hipotálamo ventromedial e a noradrenalina, que antagoniza o efeito da serotonina e facilita o apetite. Já a dopamina estimula um centro de facilitação do comportamento alimentar, localizado no hipotálamo lateral.

A dieta, portanto, pode ser grande aliada no tratamento de depressão. Aumente o consumo de alimentos ricos em proteínas de alto valor biológico, elas contém ácidos graxos essenciais que ajudam a aumentar nossa vivacidade. O cálcio também é um nutriente importante para o estímulo do organismo. Evite gorduras saturadas, pois estas inibem a síntese de neurotransmissores no cérebro; isto acontece pelo fato de que elas fazem as células do sangue se aglutinarem, o que resulta em má circulação no cérebro. Diminua o consumo de cafeína e açúcar, estudos mostram considerável melhora no humor. Coma verduras, frutas e legumes frescos. Enfim, cuide de você: faça exercícios, passeie, tome sol, vista roupas claras e alegres, faça algum trabalho voluntário, pare de fumar (se for o caso), procure aprender (leia, faça cursos, converse com as outras pessoa), se esforce para melhorar e o mais importante: acredite que você é capaz de sair dessa. 



Bibliografia

GRAEFF, Frederico Guilherme e BRANDÃO, Marcus Lira. Neurobiologia das Doenças Mentais. 3°Edição. São Paulo, Lemos Editorial, 1996.

NUNES FILHO, Eustachio Portella; BUENO, João Romildo e NARDI, Antonio Egidio. Psiquiatria e Saúde Mental: Conceitos Clínicos e Terapêuticos Fundamentais. São Paulo, Editora Atheneu, 1996.

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