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Aids - A Busca Para A Cura

Fonte: CozinhaNet

Há duas décadas o Brasil enfrentou o problema que era de Saúde Pública nos Estados Unidos, tornando-se aqui o “caos” da Saúde Pública.

Com o registro do primeiro caso de AIDS no país, médicos e cientistas se entreolharam e fizeram a mesma pergunta que seus colegas europeus e americanos: “e agora o que fazer?”.

Eram muitas especulações sobre a doença, dizia-se que poderia ser parte de testes das armas químicas a serem usadas caso a terceira guerra mundial acontecesse; outros diziam que o vírus teria passado do simpático macaco verde para o homem através da mesa, pois a culinária africana utiliza o macaco, como opções de carnes; e assim outras hipóteses surgiram...

Até hoje, especulações sobre o vírus ainda existem, a cada ano uma nova descoberta sobre sua ação é feita, aliás, nunca se aprendeu tanto sobre uma infecção em tão pouco tempo.

A sociedade se confortou achando que o problema atingiria somente homossexuais, esquecendo da bissexualidade humana.

Os números são assustadores, estima–se que 12 novas pessoas sejam contaminadas por minuto no planeta, cerca de 50% delas tem entre 15 e 24 anos. Mais de 35 milhões estão contaminadas no mundo sem desenvolver a doença e 100 milhões são portadores do HIV.

A doença adquire características de pauperização. A cada dia a AIDS se torna mais uma doença de pobre. Pode-se dizer que todo mundo já ouviu falar da doença e sabe como pode ser transmitida, porém campanhas mais eficazes ainda são necessárias para atingir determinados grupos da população. 

Somente a América do Norte e Europa Ocidental estão efetivamente controlando a doença. Porém, ainda existem regiões onde os doentes morrem sem que as autoridades sanitárias saibam que estão infectados.

Vários programas estão em andamento para o controle da AIDS em todo mundo.

Em São Paulo, o programa é realizado em conjunto com a Secretaria da Administração Penitenciária, de Segurança Pública, de Assistência e Desenvolvimento Social, de Justiça, de Educação e com a Secretaria de Estado da Saúde. São realizados trabalhos coordenados, que criam e validam procedimentos preventivos, além de modelos de assistência.

A curto e médio prazo não teremos uma vacina para o HIV. As esperanças estão concentradas nas drogas anti-retrovirais que estão cada vez mais potentes.Com a pauperização a doença não será jamais privilégio de um grupo.

O infectado hoje além do jovem gay, que não assimilou o impacto da epidemia, então não se protege, é a mulher casada que contrai o vírus do próprio marido.

O adolescente brasileiro entra cada vez mais cedo nas drogas e no sexo, aumentando o número de infectados.É mais fácil termos o controle rígido da doença do que a cura.


O que é AIDS?

A AIDS é causada pela infecção com o vírus HIV (Human Immunodeficiency Vírus), o qual ataca e reduz seletivamente o número e a função dos linfócitos T e da fração D4 do complemento. A doença é caracterizada por período prévio de longa latência e múltiplas manifestações clínicas, dependendo, sobretudo das complicações presentes.

Em muitos casos, a moléstia procede como uma doença degenerativa crônica progressiva grave, acompanhada por desnutrição em até 80% dos indivíduos infectados durante a evolução. Existe relação inversa entre sobrevida dos pacientes com AIDS e perda de massa magra corpórea.

Infecção por HIV pode causar desnutrição através de uma variedade de mecanismos, como invasão das células gliais no sistema nervoso central, levando a demência ou neuropatia, que podem interferir com alimentação própria; ataque direto do HIV sobre as células da mucosa intestinal (enteropatia), diminuindo absorção de nutrientes.

A ocorrência de múltiplas infecções oportunistas conduz à rápida depleção nutricional por aumentar as necessidades metabólicas simultaneamente à redução da ingestão calórica protéica por anorexia, disfagia e má absorção intestinal.

A desnutrição em pacientes com AIDS também pode ser causada por fatores não relacionados ao HIV, como dificuldades sócio-econômicas e uso de dietas da moda.

A conseqüência da desnutrição reflete-se na piora da qualidade e sobrevida do paciente aidético.


Orientações Nutricionais

O planejamento nutricional frente ao doente com AIDS deve incluir inicialmente avaliação nutricional, assim como avaliação dos requerimentos energéticos.

A orientação nutricional deve ser realizada em todos os pacientes independente da faixa etária, abordando sempre a importância de uma dieta balanceada e as opções de suporte nutricional disponíveis.

Não se pode esquecer de realizar um recordatório alimentar, para conciliar as preferências com as necessidades individuais de cada paciente e as orientações nutricionais da doença.


Recomendações para o preparo dos alimentos:

- Lavar bem todos os alimentos;
- Cozinhar bem carnes e ovos;
- Usar leite pasteurizado e fervido;
- Descongelar todos os alimentos no refrigerador, nunca em temperatura ambiente;
- Manter a temperatura adequada dos alimentos;
- Dar preferência a vegetais e frutas cozidas;
- Manter os utensílios sempre bem limpos (tábuas diferentes para cortar alimentos crus e cozidos);
- Ao cozinhar alimentos, adicione creme espesso de leite integral, no lugar de água, quando possível, a fim de aumentar o aporte calórico;
- Use coalhada sobre batatas assadas, vegetais e frutas;
- Manteiga ou margarina em alimentos quentes (vegetais, cereais cozidos e arroz) em torradas ou bolachas;
- Utilizar requeijão em torradas e pães;
- Frutas em compotas para acompanhar iogurtes, sorvetes e outras preparações;
- Utilizar geléias, mel e açúcar;
- Para enriquecer o leite integral adicionar 1 colher de sopa de leite em pó sem gordura e resfriar;
- Acrescentar queijos ralados às preparações;
- Queijo branco com as frutas em compotas e doces;
- Pasta de amendoim com maça, banana ou pêra em gelatinas;
- Acrescentar ovos cozidos nas preparações (molhos e sopas).

É importante salientar, que estas recomendações devem ser seguidas por pacientes em estado nutricional grave e/ou sob orientação de um nutricionista.


Considerações do Suporte Nutricional em AIDS

- Todos os pacientes devem ser submetidos a avaliação nutricional completa;
- A meta principal da terapêutica nutricional é minimizar a perda de massa corpórea magra e evitar deficiência de micronutrientes;
- A ingestão oral é a primeira opção para fornecer uma alimentação adequada, quando não for possível utilizar nutrição enteral por sonda;
- Somente quando a rota enteral for inviável, utilizar a nutrição parentaral;
- Uma vez que a desnutrição pode complicar o porvir do paciente com Aids, recomenda-se suporte nutricional agressivo em cada estágio da moléstia;
- Não existem evidências de que megadoses de vitaminas ou minerais melhorem o estado nutricional de pacientes com Aids;
- Atenção deve ser dada às interações drogas anti-Aids e nutrientes;
- Devido a complexidade da doença preferir abordagem multidiciplinar para o manuseio nutricional adequado.

Elaboração: Hebe Mary Varejão
Nutricionista – Consultora do Cozinhanet

Referências Bibliográficas: 
Revista Infecto atual
Nutrição Enteral e Parenteral Prática Clínica - Dr. Dan L. Waitzberg 

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